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quarta-feira, 23 de maio de 2018

“AÇÃO CONJUNTA DO IBAMA E DA POLÍCIA FEDERAL APREENDE 22KG DE LAGOSTA QUE ESTAVAM SENDO COMERCIALIZAVA EM PERÍODO PROIBIDO E PRENDE UM SUSPEITO”





A Polícia Federal em ação conjunta com o IBAMA prendeu no último final de semana (20/05), um pintor industrial, de 30 anos, natural e residente em Sirinhaém/PE – (não possui antecedentes criminais)

A prisão aconteceu por volta das 11h dentro da “Operação Argos” deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o IBAMA destinada a reprimir a pesca e comercialização de lagosta no período de defeso que neste ano começa no dia 1º março e vai até o dia 31 de maio. Após receber informações de comércio ilegal de crustáceos, as equipes descaracterizadas, dirigiram-se até o local denominado “Espaço Construção” que fica situado às margens da BR 232 no perímetro urbano da cidade de Gravatá/PE onde foi percebido intenso comércio de frutos do mar.

A ação teve seu desfecho final quando os federais perceberam a chegada de um vendedor que ofereceu aos policiais que estavam descaracterizados a venda de lagosta acondicionadas em um isopor onde foi detectado que os crustáceos estavam fora das especificações legais (peso, tamanho e em fase de reprodução) sendo o proprietário imediatamente detido e as lagostas apreendidas.

Terminado os trabalhos investigativos e tendo sido arrecadadas 27 (vinte e sete) lagostas que totalizou um peso bruto de 22Kg (vinte e dois quilos) o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante foi informado dos seus direitos e garantias constitucionais e em seguida levado para a Sede da Polícia Federal no Cais do Apolo para as medidas cabíveis onde acabou sendo autuado pela prática contida no artigo 34, § único, inciso III da Lei 9.605/98 – (transportar e comercializar espécimes no período no qual a pesca seja proibida – pena: detenção de 1 a 3 anos, além de multa). O preso após fazer exame de corpo de delito no IML – Instituto de Medicina Legal e pagar fiança no valor de R$ 1.000 (mil reais) foi liberado e vai responder ao processo em liberdade. As lagostas foram doadas para uma instituição de caridade indicada pelo IBAMA-Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.

Em seu interrogatório o suspeito informou que revende frutos do mar em feiras livres de Ipojuca, Escada e aos sábados em Gravatá/PE. Disse também que comprou as lagostas na tarde da última quinta-feira 17/05 no mercado de São José, porém não deu detalhes de quem foi a pessoa que o vendeu. Por fim relatou que só comprou o pescado porque foi informado de forma errada que 15 dias antes de acabar o período de defeso já poderia comercializar as lagostas!