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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

COLUNA DO DELEGADO LESSA



Sérgio Moro: em nome do bem comum

O juiz Sérgio Moro é um símbolo da luta anticorrupção para grande parte da população brasileira. Na semana passada, ele aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para se tornar ministro da Justiça. Com isso, ele abandonou as garantias da magistratura, mas afirma que tomou a decisão após pensar na sua eventual contribuição ao “bem comum”, de modo que ele pode fazer mais pelo país no Ministério do que à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba.

O plano do Governo Bolsonaro, divulgado até o momento, indica que a Pasta da Justiça voltará a comandar a Segurança Pública e aglutinará também a Transparência, a Controladoria-Geral da União e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, hoje ligado ao Ministério da Fazenda. Assim, Sérgio Moro estará à frente de um “superministério”, com condições para combater não apenas a corrupção, mas também o crime organizado. A crise dos refugiados da Venezuela também deverá ser gerenciada pelo próximo ministro.

Outro enfrentamento de Moro será a narrativa esquerdista de colocar sob suspeita a atuação do juiz na Operação Lava Jato, que levou à prisão importantes empresários e políticos do Brasil, a exemplo do ex-presidente Lula. Ao todo, Moro já julgou 46 processos da Lava Jato, sendo responsável por 215 condenações de 140 pessoas. Porém, a defesa de Lula afirma que a maior operação anticorrupção do mundo – superando a Mãos Limpas, da Itália – não passou de um gesto político para inviabilizar a eleição do ex-presidente. Em um primeiro momento, quem deve conduzir o andamento dos processos da Lava Jato na primeira instância é a juíza substituta Gabriela Hardt. Ela terá a tarefa inicial de julgar 25 processos, e Lula é réu em dois deles.

O que ninguém pode negar é que Moro é uma das mais importantes lideranças do mundo. Desde 2016 seu nome surge nas listas de instituições como a Fortune, a Time e a Bloomberg. Em maio deste ano, Moro recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Notre Dame, “por ser um exemplo claro de alguém que vive os valores e que luta pela justiça sem medo ou favor”, somente para citar algumas das comendas recebidas pelo magistrado.

Com tantos atributos, esperamos que a sua atuação à frente da Pasta da Justiça seja positiva, trazendo esperança e possibilidade de dias melhores para os brasileiros. E que outros profissionais, nas mais diversas áreas de atuação, também sejam instrumentos para contribuir com o “bem comum” da nossa sociedade.