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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA



MINHA CASA, MINHA VIDA!

Um dos grandes problemas em nosso país é a garantia de uma moradia segura para cada família. Ter um local adequado é tão importante, que consta no art.03 da Lei 8080/90 os fatores Determinantes e Condicionantes de Saúde, entre outros, estão a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Entende-se que, sem o citado, é impossível que um indivíduo tenha saúde.

Segundo um recente estudo promovido pelo Instituto Escolhas e o Centro de Estudos de Políticas e Economia do Setor Público da Fundação Getúlio Vargas, após analisarem as vinte maiores regiões metropolitanas do Brasil, onde o objetivo foi descobrir a influência do Programa Minha Casa Minha Vida na expansão territorial desses municípios, se concluiu que a população mais pobre contemplada pelo programa foi levada para longe das cidades. E essa distância impossibilita o acesso a inúmeros serviços, inclusive aos empregos, para que as famílias consigam se manter.

Os conjuntos habitacionais são construídos em locais muito distantes, fora dos centros urbanos. E, em maioria, não dispões de atendimentos essenciais nos seus derredores. Termina-se resolvendo um problema e acumulando outros. Em muitos casos, indivíduos realizam o sonho da casa própria, porém passam a conviver com muitas outras dificuldades. Locomoção, atendimentos em saúde, acesso à escolas e faculdades, inserção no mercado de trabalho, são verdadeiros desafios.

Não precisamos ir muito longe, basta se observar os conjuntos habitacionais pelo programa em nossa cidade. São totalmente afastados, alimentando graves problemas nas periferias. Destacamos que esse não é apenas um problema do Banco o qual oferta o programa, mas também das prefeituras que são responsáveis pela escolha de onde serão construídas as casas. Não deveria ser tratado somente como um depósito de pessoas. As pessoas precisam de respeito e dignidade, precisam de condições mínimas de sobrevivência. Afinal, não é apenas “Minha Casa, é Minha Vida” também.

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.