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quarta-feira, 3 de abril de 2019

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA



A SAÚDE DE CARUARU E A DOR DE QUEM PRECISA

A Saúde do município de Caruaru não caminha tão bem como apontam as peças publicitárias da atual gestão. Mesmo com 73 equipes de Saúde da Família, 4 Centros de Saúde, 499 Agentes Comunitários e 220 Agentes de Controle de Endemias. A população continua a sofrer com demora na marcação de consultas e exames. A situação torna-se mais caótica quando se trata da Zona Rural. Em recente entrevista a um jornal local, a empregada doméstica Erivânia dos Santos relatou que precisa sair às 3h da madrugada da casa dela, em Lagoa do Paulista, para ir a pé ao posto de saúde da Vila Murici. A mesma diz que apenas oito fichas são disponibilizadas e nem sempre os moradores conseguem garantir o atendimento. Erivânia denunciou que no Posto de Saúde do Murici só existe um Clínico Geral para atender todos e que os atendimentos só vão até às 12h.

A dona de casa Terezinha Ernestina preferiu pagar R$ 240 para fazer exames de mama, urina e sangue na rede particular do que esperar três meses para conseguir fazê-los na rede pública. A mesma relatou que para se conseguir uma ficha de atendimento no Posto do Bairro Santa Rosa é necessário madrugar na porta a unidade e mesmo assim nem sempre se consegue. Já José Joaquim, ambulante atendido pela mesma unidade, indignado disse que foram necessários três meses para que ele conseguisse fazer um exame cardiológico. “A gente fica indo e voltando, com o tempo resolve”, declarou. 

A Secretaria de Saúde de Caruaru informou que existe uma cobertura de atendimentos de 100% dos moradores da Zona Rural e de 71% do total dos Caruaruenses. A pasta aponta que limitações orçamentárias, déficits nos atendimentos de urgência geridos pelo Estado, crescimento da população, são fatores eu contribuem para diminuir o acesso aos atendimentos devido a grande demanda.

Segundo o Diretor do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, Dr. Paulo Maciel, para garantir um atendimento de qualidade seria necessário que Caruaru tivesse de três a seis leitos a cada mil habitantes. Mas a realidade é que temos 1,5 vaga a cada mil habitantes. Quadro esse agravado quando consideramos que a cidade atende também municípios vizinhos. Segundo Paulo, “A situação da saúde pública em Caruaru continua extremamente caótica. Aconteceu uma melhoria na questão do atendimento municipal, mas está muito aquém das necessidades. A população cresce e a quantidade da assistência não acompanha essa situação”. Esperamos e clamamos que o poder público busque solucionar esse grave problema. Enquanto isso, centenas de pessoas sofrem aguardando uma assistência digna.

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.