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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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FOCUS CURSOS

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sábado, 8 de agosto de 2020

COLUNA CLUBE DO FILME POR MARY QUEIROZ

 


Halloween 2018

 

Halloween-2018 eleva a franquia em qualidade.

Em 1978 John Carpenter nos presenteia com um novo tipo de filme de terror, batizado de `slasher´, onde temos assassinos psicopatas que matam aleatoriamente. Normalmente são feitos com baixo orçamento e que seguem 3 regras básicas neste gênero: 1-ele nunca corre atrás das vítimas, normalmente persegue elas caminhando (ele tem certeza que vai alcança-las em algum momento); 2-estão sempre munidos de uma arma: faca, bastão, luvas com garras, ou apenas utilizam suas mãos, pois são providos de uma força sobre-humana; 3-sempre esses assassinos nunca morrem, independente do que se faça: são metralhados, decapitados, esquartejados, queimados...mas sempre voltam á vida em um outro filme...para alegria dos fãs.

No primeiro filme HALLOWEEN de 1978, o sucesso foi estrondoso. Teve um orçamento de apenas US$ 325,000 e obteve um faturamento monstruoso de US$ 70 milhões! Estava dada inicio a uma das franquias mais populares e rentáveis do cinema. Foram feitos mais 10 filmes, num total de 11, incluindo 2 remakes que recontavam a história do assassino psicopata Michael Myers. Mas afinal, quem é esse personagem? Michael Myers é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã, na noite de Halloween em 1963 na pequena cidade de Haddonfield, Illinois. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele. Ele comete 3 assassinatos e ao tentar matar a quarta vítima, a babá Laurie Strude (Jamie Lee Curtis) esta consegue se salvar e Michael é alvejado por tiros disparados pelo Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence) derrubando ele do primeiro andar de uma casa. Porém, o corpo de Michael desaparece.

Passado mais de 40 anos do primeiro filme, temos uma continuação direta dele, com antigos personagens que retornam nesta trama macabra e cheia de suspense, onde narra que uma equipe de documentários britânica viaja aos Estados Unidos para visitar Michael Myers (James Jude Courtney/Nick Castle) na prisão, para uma retrospectiva sobre a noite de terror, mas seu projeto entra em caos e se torna mais interessante quando Michael escapa da custódia, recupera sua antiga máscara e busca vingança contra Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), naturalmente fazendo outras vítimas em seu caminho. Nas décadas seguintes da trágica noite de Halloween que mudaram para sempre a vida da ex-babá, Laurie se armou e preparou para o inevitável retorno de Michael, para o detrimento de sua família, incluindo sua filha Karen (Judy Greer) e a neta Allyson (Andi Matichak).´

Nesta sequência direta dos personagens, vale salientar que foram respeitados as histórias dos 2 primeiros filmes, onde no segundo de 1981 nós ficamos sabendo que Michael é irmão de Laurie e que ele está preso no sanatório. Destacamos esta questão em respeito aos fatos traçados nesta nova produção, a qual acompanhou a evolução destes personagens ao longo destes últimos 40 e poucos anos. E manter uma narrativa coerente num vácuo de tanto tempo, não é tão fácil como se parece.

Aqui, a Direção fica a cargo de David Gordon Green, que não traz em seu currículo grandes filmes em destaque.  Ele também assina o roteiro ao lado de Jeff Fradley e Danny McBride, já John Carpenter ficou encarregado da trilha sonora, produtor executivo e consultor criativo para o filme. Com esse conjunto de feras, somos brindados com uma das sequências mais bem produzidas do cinema. Apesar de tanto tempo ter passado da história atual para sua continuação neste filme, mesmo quem não acompanhou as produções anteriores não ficará perdido diante da narrativa, pois o roteiro vai aos poucos preenchendo as lacunas aparentemente deixadas intencionalmente abertas.

Um elogio à parte para as interpretações de Jamie Lee Curtis e e Judy Greer, Jamie como Laurie Struder mãe de Karen Struder, vivida pela Judy. A química entre as duas está perfeita. Os conflitos que separam mãe e filha, os traumas de uma, influenciando a outra, num misto de loucura e obsessão por parte de Laurie, hoje reclusa numa fortaleza em que transformou a sua casa, na ânsia de esperar o retorno de Michael para o ajuste de contas final. Toda a fragilidade da personagem mostrada no filme de 1978, é substituída por uma mulher madura, forte, bem preparada para enfrentar o retorno do psicopata. Ao longo da história e de maneira sem muito alerde, somos apresentados ao relacionamento destas duas personagens, cada uma com suas camadas sendo expostas na medida certa. Parabéns para as duas atrizes pelo trabalho fantástico apresentado.

A fotografia do filme, apesar do ambiente ser quase que na sua maioria ter sido a noite, foi um trabalho perfeito, pois mesmo nas cenas mais escuras, era possível sentir a presença do perigo e ver todo o terror de seu ataque. Falando em ataque, neste filme, sem sombra de dúvida, o Michael Myers aproveita cada esquina, cada casa, para cometer suas atrocidades, numa sede insana de matar. O sangue jorra literalmente na tela. Porém ressalto não ser uma exposição gratuita, afinal, estamos falando de uma mente doentia e perversa, satisfazendo-se naquilo que sabe fazer de melhor: matar.

Halloween – 2018 foi sem dúvida, uma grata surpresa, onde podemos perceber o quanto a franquia ainda tem muito o que contar, para nossa alegria. Essa ideia de continuidade após 40 anos, foi um acerto em cheio ao transportar mais uma vez, um embate de proporções psicóticas e assustadoras. Lógico e evidente, muitas janelas  ficaram abertas nos dando a certeza de mais filmes desta franquia. Uma coisa é certa: muita coisa ainda pode acontecer nesta franquia, tem muita coisa para ser explorada. O legado de Laurie Struder, pode estar apenas começando. É aguardar com bastante ansiedade pra conferir na próxima sequência e que ela seja bem mais assustadora  e sanguinária.

PROGRAMA CLUBE DO FILME

 

Neste sábado, 13h, na Rádio Cultura do Nordeste, tem o seu programa de cinema CLUBE DO FILME, comandado por Edson Santos e Mary Queiroz.

No quadro GRANDES DIRETORES, vamos dar continuidade ao bate papo e falar mais uma vez sobre o MESTRE DO SUSPENSE: ALFRED HITCHCOCK. Nos estúdios da Cultura, teremos a presença de Felipe Queiroz e Paula Lucatelli.

Ouça pelo site:  HYPERLINK "http://www.radioculturadonordeste.com.br"

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