AUTO VIP

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA

 


E A VACINA NO BRASIL?

 Há meses que o mundo vivencia uma pandemia, onde um dos maiores anseios tem sido por uma vacina que possa imunizar a população contra a COVID-19. São longos meses de muitas incertezas, adoecimento e óbitos.

A esperança começou a surgir, quando algumas empresas, após muitas pesquisas e testes, em uma verdadeira luta contra o tempo, anunciaram vacinas eficazes. E com esses anúncios, foi iniciada uma verdadeira corrida para compra das doses, visto que, diversos países necessitam com urgência frear o quantitativo de óbitos que tem ocorrido, assim como diminuir os internamentos em Unidades de Terapia Intensiva.

Enquanto o Reino Unido anunciou para próxima semana a vacinação em massa da população, no Brasil não existe um calendário oficial para a imunização. Os Estados Unidos compraram um sexto das doses disponíveis e o Canadá adquiriu uma média de nove doses por habitante. Os países mais ricos largaram na frente, comprando mais da metade das vacinas contra Covid-19, reforçando que a desigualdade de recursos é uma realidade global.

O que traz indignação é o fato de que, o nosso país não agiu em tempo hábil e o pouco que temos de previsão é para uma possível vacinação iniciada em Março de 2021, dividida em quatro etapas, e que não contemplará toda a população. Além de, ainda está em negociação sobre qual vacina será utilizada. De um lado, o Governo Federal relata que a vacina da Pfizer/BioNTech, que é a que será utilizada nos países de primeiro mundo, não teria condições de ser utilizada no Brasil, devido as condições de armazenamento. O Brasil não teria estrutura para armazenar vacinas a -75°C,  pois nossa rede de frios, nas 34 mil salas, é montada e estabelecida com aproximadamente 2° C a 8° C. Por outro lado, a Pfizer alega ter desenvolvido uma embalagem inovadora em caixas nas quais o armazenamento da vacina a -75 °C pode se dar por 15 dias, em gelo seco.

A companhia ainda argumenta que sua vacina, cujos resultados já foram enviados para análise da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pode ficar num refrigerador comum por até cinco dias. A empresa também afirma que alguns países que tem condições semelhantes ao do Brasil, como Chile, Peru, México... já assinaram acordo e deverão iniciar a vacinação em Janeiro de 2021.

O que vemos claramente é a falta de planejamento do Brasil para se precaver. Enquanto isso, várias nações já garantiram suas compras, inclusive de empresas diferentes para assegurar que, se um dos imunizantes não correspondessem, outro iria está garantido. O cenário ainda é muito incerto no Brasil, e se encontra em negociações. Desejamos muito que estas ocorram da melhor forma e a vida dos brasileiros sejam prioridade!

Essa foi minha Opinião de Mulher de hoje. Me siga nas redes sociais. Instagram: @nayara_gsousa e Facebook: Nayara Sousa.