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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

POLÍCIA CIVIL DIVULGA DETALHES DA OPERAÇÃO DEFLAGRADA NA CIDADE DE PALMARES CONTRA UMA QUADRILHA QUE DESVIOU MAIS DE MEIO MILHÃO DE REAIS DOS COFRES PÚBLICOS

 











A Polícia Civil de Pernambuco, deflagrou na manhã desta quinta-feira (17/12/2020), a 69ª Operação de Repressão Qualificada (ORQ), denominada OPERAÇÃO FIM DE JOGO, supervisionada pela Chefia de Polícia Civil e coordenada pela Diretoria Integrada de Polícia Especializada (DIRESP) e Gerência de Controle Operacional das Especializadas (GCOE) da Polícia Civil. As investigações foram conduzidas pelos Delegados, DIEGO PINHEIRO e ISABELA VERAS PORPINO, da 2ª DECCOR/DRACCO, e tiveram suporte e assessoramento da DINTEL/CIIDS. Na execução da operação, participaram 70 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães e na ação foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de sequestro de bens e valores.

A Polícia Civil informou que trata-se de investigação iniciada em janeiro deste ano, no intuito de investigar desvios de verbas da Prefeitura Municipal dos Palmares, por meio de Convênios celebrados entre a Secretaria de Esportes e a Liga Desportiva dos Palmares nos anos de 2017 e 2018. As investigações demonstraram que após a celebração dos Convênios entre a Prefeitura Municipal dos Palmares e a Liga Desportiva dos Palmares, os valores eram repassados, diretamente, do Secretário Executivo de Finanças da Prefeitura para o Diretor de Esportes do Município, por meio de cheques endereçados para a Liga Desportiva dos Palmares. O Diretor de Esportes levava esses cheques para o Presidente da Liga Desportiva, bem como para o Tesoureiro da Liga, que endossavam os cheques, vindo o Diretor de esportes a sacar esses valores no banco. Tudo isso a mando do Prefeito do Município.

As investigações demonstraram também que os Convênios foram celebrados sem a observância das regras legais, os eventos esportivos que justificariam os Convênios não teriam ocorrido e as prestações de contas apresentadas seriam fictícias e compostas por notas fiscais falsas cedidas por um empresário para o Diretor de Esportes. O prejuízo ao erário foi de mais de meio milhão de reais.

Foram apreendidos durante a operação documentos diversos, mídias, computadores (gabinetes), aparelhos celulares, a importância de 10.000,00 reais, vários cheques preenchidos, recibos, extratos de banco e um revólver calibre com seis munições.