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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 21 de junho de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


A sangrenta trajetória do ‘serial killer’ do Distrito Federal


Agentes das polícias Civil, Militar e Rodoviárias do Distrito Federal e de Goiás estão em uma caçada implacável. O alvo é o serial killer Lázaro Barbosa de Souza, de 32 anos. No dia 09 de junho, ele invadiu uma casa em Ceilândia, área rural do DF, e assassinou o empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, e os filhos dele - Gustavo Marques Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15. O corpo da mulher de Cláudio, Cleonice, foi encontrado em um córrego três dias depois.

Macabro e sádico, Lázaro possui uma extensa ficha policial, com crimes que vão de porte ilegal de arma de fogo a roubo, homicídio e estupro. Seu primeiro crime teria ocorrido em 2007, quando ele tinha 20 anos de idade, e teria cometido um duplo homicídio em sua cidade natal, o município baiano de Barra dos Mendes. Em 2011, voltou a entrar no radar da polícia ao ser condenado por estupro e roubo em Brasília.

Sete anos depois, chegou a ser preso em Águas Lindas, no estado de Goiás, pelos crimes de roubo, estupro, porte ilegal de arma de fogo e homicídio qualificado. Poucos meses depois, escapou do cárcere e continuou praticando crimes. Em 2020, ele teria invadido uma chácara na região de Brasília, onde, de forma cruel e covarde, teria aplicado golpes de machado na cabeça de idosos.

Em meio a um histórico de uso abusivo de álcool e outras drogas, o maníaco voltou a agir em abril de 2021, quando invadiu uma casa, estuprou uma mulher e fez a família refém. No dia 17 de maio, entrou em outra chácara e fez outra família refém. Prendeu os homens em um quarto e, pervertido, ordenou que as mulheres ficassem nuas e servissem-no o jantar.

A atual caçada já chega ao 13º dia. Cansado e acuado, o serial killer pode estar ainda mais perigoso, mas, ao mesmo tempo, está mais suscetível ao alcance das forças policiais. Segundo as instituições de segurança do DF, o criminoso apresenta sinais de transtorno de personalidade antissocial e possivelmente integra uma seita de rituais macabros. Em que pesem certas ilações, o momento é de tratá-lo como o que ele é: um foragido de alta periculosidade que deve ser contido e preso, para a segurança de centenas de famílias daquela região.