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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


As múltiplas faces da violência

Uma das principais questões da sociedade atual é a violência. Estudiosos como Nilo Odalia apontam que as violências se disseminam por todas as partes. Em vez de quietismo, a disseminação dos casos deve gerar em nós um sentimento de justiça. Não dá para nos acostumarmos com a violência, que gera insegurança e medo. Como delegado de Polícia Civil, sei que cada crime possui características próprias – a violência tem várias faces; o mal se reinventa a cada dia. Os profissionais de segurança precisam ter sensibilidade e vasto conhecimento para lidar com cada situação.

Casos como o de Sandro Rogério da Costa, que foi detido por policiais da Delegacia da Mulher de Caruaru na semana passada, não podem ser esquecidos. As investigações da polícia revelaram que ele estuprou uma menina de 07 anos e a irmã dela, de 14. O estuprador, que é soropositivo (ou seja, tem o vírus HIV), também infectou uma mulher com aids. As garotas vítimas de estupro foram submetidas a exames e testaram negativo. A equipe policial mostrou eficiência ao retirar de circulação um elemento que cometia atos tão bárbaros e brutais. As vítimas precisam ser assistidas para terem um desenvolvimento saudável.

Outro fato que impactou recentemente nossa região ocorreu na madrugada do último dia 19, quando duas pessoas foram mortas e quatro baleadas no Sítio Campos, área rural de Caruaru. O autor dos crimes foi Robson José da Silva, conhecido como ‘Lázaro de Caruaru’ e ‘Robson Capeta’. Ele era investigado pela Delegacia de Homicídios. Em seu histórico, havia crimes como roubo a quatro policiais militares e assaltos a bancos e carro forte. Na terça-feira (21), ao ser interceptado pela polícia, enfrentou os policiais e acabou morto em uma troca de tiros.

A morte do vendedor Hallysson Wagner, no domingo (26), também foi motivo para muitos questionamentos da população. Ele era envolvido em polêmicas nas redes sociais, e seu assassinato provocou muitas especulações. Deve haver uma rápida e esclarecedora investigação, para responsabilizar a quem de direito.

Não podemos nos conformar com tantos episódios sangrentos, mas construir caminhos de solução. É preciso que o Estado invista no aparato policial, valorize os profissionais de segurança e contribua com a implementação de uma cultura de paz, a partir da interação com os diversos setores da sociedade.