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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


Prédios históricos de Caruaru não podem ser esquecidos

O Paraíso das Louças no Bibiu encerrou as atividades comerciais, conforme nota divulgada no sábado (30). A loja, que integra o cenário de Caruaru há 59 anos, possui um valor que vai além do aspecto econômico: entrelaça-se com a história e a identidade do município. A paralisação das atividades reacende a problemática do esquecimento do patrimônio histórico da Capital do Agreste.

Muitos equipamentos deixaram de existir, alguns até sem ter sido catalogados. O Grupo Escolar Joaquim Nabuco, que situava-se onde hoje é a Praça do Rosário, poderia ser uma relíquia arquitetônica do século XIX, mas foi derrubado nos anos 1940 e deu lugar a um posto de gasolina. Na mesma década, também foi destruída a Capela de Nossa Senhora dos Pretos. A casa construída no século XIX pelos funcionários da Great Western, próximo à Estação Ferroviária, foi derrubada nos anos 1990. Inúmeros outros exemplos poderiam ser mencionados, corroborando com a triste constatação do abandono de nosso patrimônio histórico ao longo dos anos.

Na contramão do descaso, reconhecemos o trabalho do Instituto Histórico de Caruaru (IHC), que desde 2008 luta incansavelmente pela preservação dos equipamentos do passado, dedicando-se a assuntos técnicos e educacionais. A entidade vem requisitando ações, levando em conta valores artísticos, bibliográficos, etnográficos dos equipamentos.

Essa luta não pode ser de uma instituição, mas tem de ser abraçada por todos os caruaruenses. O que será de locais como o Paraíso das Louças, o Grande Hotel, a Fafica e o Comércio Futebol Clube? Não podem ter um fim semelhante aos exemplos acima mencionados! É possível conciliar a tradição com a modernidade. O prédio da Rádio Difusora é um exemplo: o espaço é tombado pelo poder público estadual e atende às demandas atuais. Vamos nos irmanar neste propósito. Afinal de contas, o futuro depende da tradição. Caruaru é de todos!