UMA CULTURA DE MORTE!
A apenas três meses do
início ano de 2019, e temos estampada a situação caótica a qual nossa nação
passa no que diz respeito à violência contra mulheres. No último dia 8, foi
comemorado o Dia Internacional da Mulher e com esse dia, a sombria certeza que
o Brasil enfrenta um cenário de estupros e feminicídios em escala crescente.
Na véspera do dia 8, uma
comerciante foi morta a tiros pelo marido que não se conformou com o pedido de
divórcio. Após cometer o crime, Daniel
Macedo Santos se suicidou. Na madrugada de carnaval, uma mulher de 36 anos foi
espancada e abandonada pelo namorado em uma estrada no Espírito Santo. A vítima
foi encontrada seminua, desacordada e plenamente ferida. O motivo seria o
namorado não se conformar com o fim do relacionamento. A mulher segue internada
e o agressor está sendo procurado pela polícia.
Ainda no feriado de
carnaval, Isabela Miranda, 19 anos, foi estuprada pelo cunhado do seu namorado
enquanto estava inconsciente após passar mal em um churrasco e em seguida
espancada e queimada por seu namorado que ao ver a cena de estupro, pensou em
se tratar de uma traição. Isabela foi monstruosamente assassinada pelo seu
namorado, eles estavam juntos há um ano.
A sociedade em muitas
situações criminaliza a vítima julgando que o seu comportamento levou de alguma
forma ao crime. Ouvimos com frequência: “Ela pediu para ser estuprada”, “Quem
mandou confiar em alguém que acabou de conhecer”, “Mas ela sabia que aquela rua
era perigosa”... Sim, o machismo está ancorado em nossas raízes! A vítima será
sempre vítima! Os dados apontam que a maioria dos estupros e violências contra
a mulher ocorrem dentro de casa, cometidos por pessoas de sua confiança. A
exemplo do estupro de uma idosa de 101 anos, ocorrido também na véspera do dia
da mulher, na cidade de Pombos, onde o seu genro de 44 anos praticou. Após instalar
câmeras no quarto da idosa, a filha da vítima
descobriu que o marido estuprava sua mãe.
Quando pensamos não nos
surpreender mais, vem um fato feito esse ocorrido com uma mulher de 101 anos!
São inúmeros casos, tantos que não conseguimos citar todos em nossa Coluna. É
lamentável nossa situação como mulheres, é cruel e nos causa constante
indignação. Um país onde em média uma mulher morre de forma violenta a cada
duas horas é no mínimo assustador! Uma verdadeira “cultura de morte” que
precisa ser combatida.
Essa foi minha opinião de
mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e
sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.