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quarta-feira, 11 de julho de 2018

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A PROFESSORA UNIVERSITÁRIA E ENFERMEIRA NAYARA SOUZA



ROMPENDO O SILÊNCIO DA DOR

Na ultima segunda-feira (9), uma mulher de Araçariguama -SP, Jackeline Mota, 31 anos, usou as redes sociais para denunciar uma agressão que teria sofrido do ex-marido. Ela postou uma foto do seu rosto ensanguentado com a seguinte legenda: "Cansei de me calar. Estou aqui na UBS para quem quiser ver. Meu ex-marido acabou de quebrar meu nariz", escreveu. Após essa postagem e denúncia, a mesma relatou na rede social a violência sofrida durante 11 anos de casamento. A motivação da recente agressão seria pela não aceitação do ex ao novo relacionamento da vítima.

A imagem teve repercussão nacional e gerou uma grande sensibilização popular. Pessoas do país inteiro compartilharam os relatos e enviaram mensagens de força a corajosa vítima, que, cansada de sofrer diferentes tipos de violência ao longo dos anos, decidiu quebrar o silêncio e buscar ajuda. Em seu desabafo, ela trás um ponto importantíssimo: nenhuma mulher gosta de apanhar. O medo de efetivar a denúncia perdura sobre quem passa por situações semelhantes a relatada. Assédio, exploração sexual, estupro, tortura, violência psicológica, agressões por parceiros ou familiares, perseguição, feminicídio... Sob diversas formas e intensidades, a violência contra as mulheres é recorrente e presente em muitos países, motivando graves violações de direitos humanos e crimes hediondos.

Segundo dados compilados no Dossiê Violência Contra as Mulheres, do Instituto Patrícia Galvão, em 2017: Um estupro ocorre a cada 11 minutos. Uma mulher é assassinada a cada 2 horas. Quinhentas e três mulheres são agredidas a cada hora. Cinco espancamentos acontecem a cada 2 minutos! “A violência contra as mulheres ainda acontece todos os dias em todos os países. Temos que entender as causas e saber o que fazer para eliminá-la. Pôr fim à violência contra mulheres e meninas é um dos mais importantes objetivos deste século.” Referiu Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas.

A violência contra a mulher muitas vezes inicia sutilmente, com uso de palavras que diminuem a sua autoestima, em outras situações um tom de voz mais elevado, apertões, empurrões. E geralmente, seguidos de um pedido de desculpas. Infelizmente, a culminância desse ciclo, quando não quebrado a tempo, é o feminicídio. O debate sobre violência e feminicídio tem sido cada vez mais disseminado em nossa sociedade, devido aos índices elevadíssimos que ainda temos. Jackeline é apenas mais uma mulher que suportou durante anos o terror de dormir e acordar com seu agressor. Uma vítima do patriarcado alimentado a séculos nessa nação. Que as muitas outras “Jackelines” espalhadas por nosso país encontrem forças e suporte para romper o silêncio da dor!