AUTO VIP

AUTO VIP

TEFNET

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

ROTA PROTEÇÃO VEICULAR

ROTA PROTEÇÃO VEICULAR

LENO PEÇAS

LENO PEÇAS

CASA DO CAMPÔNES

CASA DO CAMPÔNES

quinta-feira, 21 de junho de 2018

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A PROFESSORA UNIVERSITÁRIA E ENFERMEIRA NAYARA SOUZA



NÃO É BRINCADEIRA, É MACHISMO MESMO!

Nos últimos dias, em clima de copa do mundo, em Moscou, um grupo de brasileiros cercaram uma mulher russa e gravaram um vídeo, onde fizeram ela repetir algumas palavras em português fazendo menção ao seu órgão genital e também expressões pejorativas. Dias depois, outro vídeo viralizou nas redes sociais com mulheres russas repetindo frases em português, sem ter noção do que se tratava. Palavras do tipo: “Eu quero dar a... para vocês”, foram solicitadas para que as russas falassem.

O clima parecia de brincadeira, porém o que vemos é um total desrespeito as mulheres, perpetuado ao longo dos anos. Onde o patriarcado consolida a ideia de que a libertinagem é totalmente viável e justificável em relação ao gênero feminino. A relação mulher e objeto sexual, ainda é muito evidente em nossa cultura, o que torna muitas atitudes que deveriam ser repudiadas, algo do convívio. Reafirmamos, não é brincadeira, é machismo mesmo!

Lembramos que nosso país possui elevados índices de assédio e violência contra a mulher, e que a misoginia é a principal causa para o feminicídio. Precisamos combater essa nítida exploração a essa público, assim como desconstruir a imagem que ser mulher, é está em constante disponibilidade para uso sexual. O sentimento de absoluta posse do gênero masculino sobre o feminino, construído ao longo da nossa história, tem levado a expansão de valores invertidos e credenciado aos diferentes tipos de violência.

Os casos disseminados na Rússia são apenas exemplos que essas inversões de valores são uma realidade e nós precisamos combater. Precisamos lutar por uma sociedade mais equânime, fundada no respeito ao ser humano indiferente de sua etnia. E que as mulheres possam ser apreciadas a priore, por quem são de fato e não apenas por carregar em si, a possibilidade de satisfazer sexualmente o sexo oposto.