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segunda-feira, 11 de junho de 2018

COLUNA HORA DA CIDADANIA COM O DELEGADO ERICK LESSA



Juventude sangra

Uma notícia assombrosa estampou as páginas dos principais jornais do Brasil. Pela primeira vez na história, o país superou o patamar de 30 mortes por grupos de 100 mil habitantes. Os dados são do Atlas da Violência 2018, com base em no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/MS). Segundo o levantamento, houve 62.517 homicídios no Brasil em 2016.

O próprio documento, ao comentar os dados sobre a evolução dos homicídios em Pernambuco, deixa claro: “Infelizmente, os últimos dados apontam para a consolidação da exaustão do programa Pacto pela Vida, que contribuiu para a queda consistente das taxas de homicídios em Pernambuco, entre 2007 e 2013. Nos últimos três anos analisados, o crescimento das mortes foi de 39,3%”. Trocando em miúdos, em Pernambuco, no ano 2006, a taxa de homicídio por 100 mil habitantes era de 52,6.  Em 2013, o índice decresceu até 33,9, mas foi aumentando consideravelmente nos três anos seguintes (36,2; 41,2 e 47,3, em 2014, 2015 e 2016, respectivamente). 

O índice crescente deste tipo de crime comprova a naturalização do fenômeno. Já não nos choca saber que vidas têm sido ceifadas de maneira trágica. E a juventude é a maior vítima da violência: no Brasil, 33.590 jovens foram assassinados em 2016, sendo 94,6% do sexo masculino. Em 2016, Pernambuco ficou na quinta posição nacional no que concerne à taxa de homicídios de jovens por grupos de 100 mil habitantes (105,4), abaixo somente de Sergipe (142,7), Rio Grande do Norte (125,6), Alagoas (122,4) e Bahia (114,3).

Esses indicadores nos transmitem uma nítida mensagem: Precisamos de políticas públicas efetivas nas três esferas de governo – federal, estadual e municipal. As ações devem ser intersetoriais e integradas, unindo os três poderes e a sociedade civil organizada. É preciso, ainda, que as ações pessoais de cada cidadão sejam intensificadas. O cultivo das virtudes, da tolerância, do amor fraterno e do respeito ao próximo precisa ser amplamente estimulado. É premente que os valores da sociedade construam uma cultura de paz, para não termos jovens ceifados pela violência e a esperança renasça no seio da sociedade.
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