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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUZA


AINDA PRECISAMOS DISCUTIR O ÓBVIO

No último dia 23 desse mês, foi localizado o corpo de uma mulher, a estudante de pedagogia da Universidade Federal de Pernambuco, Remis Carla Costa, desaparecida desde o dia 17 de Dezembro. Assassinada por engasgamento pelo namorado, o ajudante de pedreiro Paulo César Oliveira da Silva, de 25 anos, que confessou o crime. O crime ocorreu em Recife e o corpo enterrado próximo a residência do assassino.

Na madrugada dessa segunda feira (25), após um momento de festividade natalina em família, uma adolescente de 13 anos foi estuprada por um parente em sua própria residência no município de Caruaru.

Em Limoeiro, um pai de 53 anos de idade, foi preso na manhã do dia 25, por estuprar três das suas quatro filhas. A autuação aconteceu após uma das filhas, de 12 anos, engravidar do próprio pai e relatar a Polícia Civil os abusos que sofria. Após os relatos, as outras duas irmãs, hoje maiores de idade, também acusaram o pai de cometer abusos na infância e adolescência.

Esses são apenas alguns acontecimentos dos últimos dias em nossa região, envolvendo mulheres/meninas. Não é uma questão de defesa feminista, é simplesmente a necessidade de continuar discutindo o óbvio. É necessário discutir dentro dos lares uma educação que desconstrua o ciclo da violência. Violência essa, que se inicia com os vestígios da cultura patriarcal ainda fortemente explorada em nosso país. Onde a figura masculina assume o papel de proprietário da figura feminina, levando à condutas extremas de desrespeito e a perda dos limites.

Enquanto relacionamentos abusivos forem tolerados, e a certeza de impunidade imperar, continuaremos ouvindo falar das “Mirellas”, “Giselles”, “Marias”, “Remis”... Continuaremos a ouvir falar de meninas que tiveram seus corpos violados de forma tão traumática. Precisamos falar de respeito e de sua violação alimentada pelo machismo. Faz-se necessário o rompermos o silêncio do medo e começarmos a exigir de fato, uma nova postura social frente a essa temática. Postura essa que começa dentro de nossas casas.


Essa é minha opinião de mulher! Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.