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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


Pandemia aumenta a desigualdade social

Problema histórico no Brasil, a desigualdade social aumentou ainda mais durante a pandemia. É o que mostra o estudo ‘Efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho brasileiro’, publicado pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV Social). A pesquisa aponta que a renda individual do trabalho do brasileiro teve uma queda média de 20,1%  durante o primeiro trimestre da pandemia.

O estudo mostra que a queda não afetou as diversas parcelas da população da mesma forma. A renda trabalhista da metade mais pobre caiu 27,9% contra 17,5% dos 10% brasileiros mais ricos. Ou seja, todos perderam, mas uns perderam mais do que os outros. Pernambuco está entre os estados mais afetados pelas vias do mercado de trabalho.

Na análise do autor da pesquisa, o economista Marcelo Neri, “estes contrastes sugerem que, quando acabar o ´efeito-anestesia´ do auxílio emergencial, a situação social pode piorar muito se os resultados adversos trabalhistas não forem revertidos”. Assim, além das políticas de transferência de renda, há que se implementar políticas trabalhistas que contenham o aumento do desemprego e a queda na renda média dos brasileiros.

Não podemos esquecer que por trás desses números existem vidas. As periferias escancaram a face da pobreza. Lamentavelmente, em todo o país, cenas de crianças em meio à lama, em ruas sem calçamento e bairros sem infraestrutura adequada são comuns, abrindo espaço para a criminalidade e diminuindo o horizonte de possibilidades para milhares de famílias. É preciso que haja um trabalho planejado e integrado, com o objetivo de reduzir as desigualdades e oferecer melhores condições de dignidade aos brasileiros.