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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


A extinção da Lava Jato e a luta contra a corrupção

A força-tarefa da Operação Lava Jato foi encerrada neste mês de fevereiro. O Ministério Público Federal (MPF) informou que, a partir de agora, a responsabilidade dos casos foi transferida para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná, de modo que os procuradores não terão mais dedicação exclusiva aos casos da operação – uma medida que estava prevista para ocorrer desde dezembro do ano passado.

A 1ª fase da Lava Jato foi deflagrada em 17 de março de 2014. Segundo o MPF divulgou, através de nota, ao longo dos quase sete anos de operação, foram desenvolvidas 79 fases, com 1.450 mandados de busca e apreensão, 211 conduções coercitivas, 132 mandados de prisão preventiva, 163 mandados de prisão temporária, 130 denúncias, 533 acusados, 278 condenações. O MPF contabiliza que mais de R$ 4,3 bilhões foram devolvidos, através de 209 acordos de colaboração e 17 de leniência.

Mais do que números, os dados acima representaram uma janela de oportunidade no Brasil. A Lava Jato comprovou que aqueles que ocupam as posições mais elevadas da pirâmide social não estão acima da lei. Ao revelar o mecanismo de corrupção impregnado nas estruturas de poder, a força-tarefa serviu como um estopim para as mudanças com as quais a sociedade tanto sonha.

Sabemos que, principalmente a partir de 2019, a Lava Jato passou a sofrer críticas, tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) quanto no Congresso Nacional, sob a acusação de agir com parcialidade no decorrer de determinadas investigações e processos. As situações controversas serão julgadas pela história, porém, a cada cidadão cabe o papel de continuar fiscalizando e, principalmente, manter vivo o sentimento de indignação com a corrupção e a impunidade.