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quarta-feira, 20 de março de 2019

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA



O QUE A “MOMO” NOS ENSINA?

Nos últimos dias as redes sociais foram tomadas por denúncias e compartilhamentos de que através da plataforma do YouTube, vídeos infantis estariam “contaminados” com incentivo ao suicídio de crianças. Uma boneca conhecida como “A Momo” estaria surgindo no meio dos desenhos ensinando as crianças a cortarem os pulsos, fazendo um demonstrativo do local e das ferramentas de como o realizar. Após um tempo, A Momo ressurgiria perguntando se a criança já fez os cortes e as ameaçava, caso não os tivesse feito.

A notícia viralizou no país. Pais assustados, psicólogos e pediatras de todo o Brasil comentaram sobre o assunto. A boneca de aparência assustadora trouxe a tona um assunto que vinha sendo encarado sem a devida seriedade: O abuso das tecnologias na educação dos filhos. Afinal, tornou-se comum entregarmos celulares e tablets a crianças pequenas para “conte-las” e distraí-las. A vida corrida da contemporaneidade trouxe solução para tudo, menos em como superar a ausência de pais na educação de filhos.

Infelizmente, a sociedade em que vivemos na atualidade é por vezes, formada por sujeitos com muitas lacunas. Lacunas de afeto, de limites, de saber lidar com as frustrações. É bem verdade que formar um cidadão é um dos desafios mais difíceis e trabalhosos que alguém poderia ter. Porém, as consequências de poucos investimentos nesse processo poderão acarretar danos irreparáveis. É preciso repensar quais as sementes estão sendo lançadas no “terreno” do desenvolvimento dos nossos filhos. Na verdade A Momo trás um despertamento do quanto precisamos parar e olhar para nossas crianças. Não é um momento de desespero, afinal as crianças só tem acesso aquilo que nós mesmos as ofertamos. É tempo de desligar um pouco a vida virtual e deixá-las viver a pureza da infância, os brinquedos e brincadeiras típicas de suas idades.

O que acontece muitas vezes é que nós adultos, estamos tão conectados com esse mundo virtual, que estamos nos esquecendo de viver a nossa realidade. E paralelamente, estamos deixando as crianças sujeitas à maldade humana que se encontra também nas navegações aparentemente seguras. Hoje existe uma geração de adolescentes/adultos cometendo atrocidades e muitas vezes nos perguntamos: como isso é possível? Sim, é tão possível quanto em boa parte, prevenível!

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.