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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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segunda-feira, 27 de abril de 2020

COLUNA DO DELEGADO LESSA



Os desafios dos trabalhadores informais durante e pós-pandemia

Os dias são difíceis. E são ainda mais difíceis para autônomos e trabalhadores informais, devido ao fechamento dos negócios, por causa das medidas de enfrentamento à pandemia provocada pelo novo coronavírus. O trabalho informal é um dos principais pilares econômicos dos municípios que integram o Polo de Confecções do Agreste, incluindo trabalhadores como sulanqueiros, loteiros, ambulantes, camelôs e mototaxistas.

O Governo Federal fez acenos para estas pessoas, com a liberação do auxílio emergencial de R$ 600. Contudo, o valor é claramente insuficiente para suprir integralmente as demandas das famílias lideradas por autônomos em todo o Brasil.

Em Pernambuco, ao mesmo tempo, a arrecadação sofre queda. Em janeiro, a Secretaria da Fazenda previa um crescimento de 4,19% ao longo do ano. Porém, agora, o que se prevê é uma redução de 30% em abril e de 45% em maio (ou seja, R$ 450 milhões e R$ 600 milhões, respectivamente).

Esta crise não é apenas na Economia. Os desafios são nas mais diversas dimensões, como sanitárias, políticas, sociais, educacionais e culturais, entre outras. Nos momentos críticos, janelas de oportunidades sejam criadas. Para além do momento pontual, deve-se planejar o cenário pós-pandemia. As esferas de poder público Federal, Estadual e Municipal precisam estar em sintonia com a sociedade. Mais do que nunca, o espírito de coletividade deve ser a bússola das ações.