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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA



REFORMA DA PREVIDÊNCIA, E AGORA?

Nos próximos dias está prevista a intensificação na pauta sobre a reforma da Previdência. Hoje, o país encontra-se com opiniões divididas acerca do tema. De um lado, especialistas destacam que é imprescindível à reforma diante da sobrecarga do déficit financeiro governamental, não somente na União, mas também nos Estados e Municípios. Por outro lado, existe o risco de uma diminuição drástica de direitos adquiridos, os quais podem influenciar diretamente na qualidade de vida das pessoas.

O que ambos os lados se aproximam é a certeza de que como está não há condições de manter a estabilidade da Previdência. Foi veiculado na mídia que o governo estuda unificar a aposentadoria na idade mínima de 65 anos, para homens e mulheres. Além de expandir o tempo de contribuição mínima de 15 para 20 anos, e de 30 para 40 anos o tempo de serviço. Lembrando que segundo a proposta inicial, haverá um tempo de transição para adequação das mudanças e manteriam assegurados aqueles que já estão aposentados, assim como a especificidade de algumas profissões.

A principal mudança anunciada pela equipe econômica liderada por Paulo Guedes seria a de adoção do regime de capitalização. Hoje, o Brasil utiliza o regime de sistema de repartição. Nesse modelo, o trabalhador contribui para a aposentadoria dos que já estão aposentados e, no futuro, quem irá pagar a sua aposentadoria serão os que estarão trabalhando. Já o sistema de capitalização é o contrário, o trabalhado contribui para ele mesmo. Essa contribuição mensal será utilizada para quando ele se aposentar utilizar. Um fator muito importante a se analisar, é que o sistema de repartição sobrecarregou a previdência visto que, a taxa de natalidade diminuiu, assim como a de mortalidade. Então, temos um desequilíbrio populacional. A pirâmide etária brasileira não permite mais a manutenção desse modelo, pois temos mais pessoas envelhecendo do que trabalhadores suficientes contribuindo.

Uma mudança assim tão drástica, onde irá influenciar diretamente na vida das pessoas requer muitas discussões e análises para que seja realizada uma reforma justa e eficiente, onde o bem comum seja priorizado. Ainda não foram bem esclarecidas como serão realizadas as modificações, como será a transição de um modelo para o outro e etc. O fato é que a sociedade não compreende bem o funcionamento do sistema previdenciário vigente, quanto mais a implantação de um novo modelo! E isso, claro que deixa margem para muitas especulações, fake news, medos e discussões sem fundamentos fidedignos.

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.