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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

COLUNA DIREITO, POLÍTICA E JUSTIÇA COM O ADVOGADO CRIMINALISTA DR. JOÃO AMÉRICO FREITAS




O Manicômio da Ultradireita.

Quem, em sã consciência, montaria uma cena que remeteria a um líder nazista, e depois divulgaria publicamente? Onde encontraríamos ecos do discurso nazista nos dias atuais?
Um homem do teatro, com formação em artes e professor de literatura dramática e história do teatro, dificilmente cometeria erros em seu pronunciamento público. Esse homem é o ex-secretário especial de cultura, vinculado ao Ministério do Turismo, Roberto Alvim. Foi esse mesmo homem que montou uma cena com todos os elementos visuais, auditivos e argumentativos que remetem ao propagador do mal Joseph Goebbels, que carrega em sua biografia a célebre frase: “Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade”.

Roberto Alvim, em pronunciamento público para divulgar Prêmio Nacional das Artes, protagonizou uma das cenas mais repugnantes que uma figura de estado poderia realizar, copiou deliberada e dolosamente o discurso de Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, esse último, um devotado apoiador de Adolf Hitler, antissemita que apoiou publicamente o extermínio dos judeus.

Os ventos gélidos do discurso nazista, que carregava em sua mensagem o antissemitismo, combinados com um grau de moralismo que tachava toda arte, expressão cultural, que não seguisse a linha ideológica nazista decadente, chegou, infelizmente, em nossas terras. Os uivos delirantes foram ecoados no seio do poder, e são fruto, em grande medida, de uma embriaguez ideológica que foi assumida por um governo que dividiu o país, na trincheira que foi aberta pelo PT, nós contra eles,  ou ainda, na tese de que: se não estais comigo, estais contra mim.

Digno de nota foi a forma rápida com a qual o governo agiu, demitindo o transloucado ex-secretário especial de cultura Roberto Alvim. Outrossim, a saída de Roberto Alvim deixou aberto um debate substancial acerca da qualidade, profundidade e tratamento da cultura em nosso país.

A palavra cultura ou cultural aparece 68 (sessenta e oito) vezes na Constituição Federal, mas no atual governo foi relegada a segundo plano, sendo um apêndice na pasta (ministério) do turismo. O governo não tem uma plataforma, programa ou política pública relacionada à cultura para apresentar à sociedade, carecendo de um política pública para tratar de forma inclusiva todas as mais variadas manifestações culturais. Desse modo, o momento é oportuno, sem ser oportunista, para discutirmos qual o melhor modelo, forma, método de fazer a cultura, conservá-la nas suas mais diversas manifestações. Pergunta importante é como o estado brasileiro fomentará  e difundirá a cultura interna e externamente.

Joseph Goebbels e Roberto Alvim têm em comum o discurso, mas esperamos que essas semelhanças parem por aí, e que os governos sejam diferentes.