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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

COLUNA DO DELEGADO LESSA


Crimes de proximidade: a banalização da violência

Desentendimento no trânsito; briga por causa de som alto; conflito entre familiares. São alguns exemplos de momentos de tensão que podem acontecer no dia a dia de qualquer pessoa, mas que também podem dar início a um problema muito maior: os chamados ‘crimes de proximidade’. O termo refere-se à violência praticada por impulso, que pode provocar tipos penais como lesão corporal, crimes contra a honra e até homicídio.

Os crimes de proximidade são os mais difíceis de ser evitados pelos órgãos de segurança, pois na maioria dos casos não são premeditados, mas acontecem por causa da ‘cabeça quente’ dos envolvidos, de modo que a Polícia não tem condições de prever. Através de uma observação prática, porém, é possível afirmar que essa forma de violência é mais propensa a acontecer em locais com muita ingestão de bebidas alcoólicas, promiscuidade sexual ou uso de drogas. Em outras palavras, as pessoas ficam mais vulneráveis à violência onde o poder público não está presente.

Esse é um problema que acontece em todo o Brasil, mas vamos trazer um olhar específico para Pernambuco. Um levantamento da Secretaria de Defesa Social referente a 2018 aponta que os conflitos na comunidade ocupam o 2º lugar na motivação de homicídios no estado, com 802 casos registrados, ficando atrás apenas dos atos relacionados à atividade criminal (2.191 casos).

Esse assunto é complexo e envolve os mais diversos atores sociais. O poder público, principalmente em âmbito municipal, deve cumprir seu papel com um planejamento urbano voltado para a valorização da vida, assim contribuindo para substituir a banalização da violência por uma cultura de paz.