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sexta-feira, 19 de março de 2021

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA

 


QUARENTENA: ENTRE O VÍRUS E A FOME

O país vivencia um dos períodos mais caóticos da pandemia de Covid-19. Os óbitos crescem a cada dia e a vacinação continua em passos lentos. As novas variantes tornaram a situação ainda mais trágica e de difícil controle.

Em um cenário de guerra, o desgaste político também tem desestabilizado o Brasil em diferentes maneiras. Corrupções envolvendo verba pública para enfrentamento da pandemia, gestores com o pensamento nas eleições de 2022 e um chefe do executivo que estrategicamente nega os fatos e tenta seguir como se nada estivesse acontecendo.

Do outro lado está a população, dividida e desorientada. O Brasil se tornou em resumo, o clube dos que: amam Bolsonaro e dos que odeiam Bolsonaro. Enquanto isso... enfrentamos uma grave crise econômica onde várias famílias se encontram passando fome, e juntamente a isso, uma grave crise sanitária, que tem levado a mais de duas mil mortes a cada 24 horas.

Entre os dias 18 e 28 de março, Pernambuco estará sob quarentena. A tentativa segundo o Governo é trazer um fôlego na sobrecarga de internações em Unidade de Terapia Intensiva. Caruaru por exemplo, tem chegado a 100% de ocupação dos leitos destinados à essa doença.

A verdade é que a situação tem se tornado insustentável. É difícil fazer com que aqueles que sobrevivem do trabalho diário, fiquem em quarentena. Muitas pessoas se alimentam com o que conquistam no dia, não tem salário fixo ou reservas financeiras. Outros tem condições de cumprir o isolamento, mas optam por não fazê-lo. Preferem promover ou frequentar festas clandestinas, reunir familiares e amigos.

Não ter um plano claro de enfrentamento a pandemia também agrava muitíssimo a situação. A sensação que temos é que estamos em um verdadeiro “salvem-se quem puder”, pois a cada instante uma orientação é dada ou desmentida. Sem unidade alguma dos políticos, que nesse momento se encontram (em maioria) defendendo os próprios interesses e não o bem comum.

O que posso dizer a você que lê a coluna de hoje é: mantenha os cuidados que todos já sabem. Use sua máscara, lave suas mãos, não aglomere. Façamos o que esteja ao nosso alcance para não contrair o vírus, pois caso o tenhamos na forma mais grave, não existe garantia de assistência mínima. O vírus e a fome estão entrelaçados e certamente isso torna o combate ainda mais dificultoso.

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões através do Instagram: @nayara_gsousa.