PREFEITURA DE CARUARU

PREFEITURA DE CARUARU

AUTO VIP

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

segunda-feira, 15 de março de 2021

COLUNA DO DELEGADO LESSA

 


As igrejas são parceiras da vida e da saúde

A pandemia do novo coronavírus modificou a rotina das pessoas do mundo inteiro, podendo desencadear alterações na saúde mental. Vários estudos demonstram que os impactos emocionais da pandemia são abrangentes e complexos, gerando sentimentos como angústia, medo, cansaço, insegurança e desânimo. Esta realidade precisa ser levada em consideração no Brasil. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 18 milhões de brasileiros sofrem com o transtorno da ansiedade. A depressão atinge mais de 12 milhões de pessoas em nosso país.

Para enfrentar estas situações, é necessário promover o cuidado, integrando o poder público e a sociedade civil organizada. As igrejas e templos religiosos são instituições que podem e devem colaborar muito neste sentido, pois são os locais procurados por quem está necessitando de palavras e ações de conforto e esperança. Para se ter uma ideia, no ápice da quarentena no ano passado, uma pesquisa feita pelo instituto Ideia Big Data apontou que a maioria dos entrevistados (32%) tinham como prioridade voltar à igreja após o período de restrições.

Atualmente, o tema da inclusão das atividades religiosas nos serviços essenciais está em pauta na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Levando em consideração que a OMS define saúde como  “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”, e que a Constituição da República Federativa do Brasil assegura aos cidadãos a liberdade de culto, entendemos que as igrejas são parceiras da vida e da saúde e devem ser consideradas como essenciais.

Defendemos que esses locais têm de exercer suas atividades respeitando os protocolos sanitários, desenvolvendo ações sociais, bem como identificando pessoas com prováveis problemas de saúde mental e direcionando-as para profissionais responsáveis. As portas dos locais que transmitem fé, amor e esperança não podem ficar fechadas àqueles que precisam de cuidado e atenção.