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ARTESÃO AZIVAN GALVÃO

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA




CARUARU: O DILEMA DA ECONOMIA E O AVANÇO DO CORONAVÍRUS

Nossa cidade vivencia um grande dilema diante da pandemia: Quando retornar as atividades econômicas? Sabemos que a nossa economia não comporta mais esperar e paralelamente a isso, os números de contaminação e óbitos não param de subir.

Em Caruaru, estamos há quase 3 meses com o comércio fechado após decreto Estadual, com o intuito de diminuir a disseminação do vírus. O isolamento social foi uma das medidas mais recomendadas, já que não dispomos de medicamento ou vacina para combater a COVID-19.

Porém, o que observamos é que as pessoas de uma forma geral, não cumpriram o isolamento. Também não houveram medidas mais rígidas no início quanto a isso, e o que era para ser duas ou três semanas, se arrasta até hoje, se tornando um grande problema, somado a pandemia.

O trabalhador não consegue se manter, e o município não consegue o assistir diante de suas necessidades. Um exemplo claro disso são os kits de alimentação, que completaram mais de 60 dias da última entrega. Kits esses prometidos como um socorro as famílias dos alunos da rede municipal. Sabemos que muitas crianças, tem a merenda escolar como principal refeição, e estão desamparadas nesse momento difícil.

A falta de testagem reforça o medo do retorno das atividades. Sem testar a população, não é possível que exista um parâmetro real de contaminação na cidade, e ficamos “as cegas” quanto a nossa situação. Em estado de calamidade pandêmico, estados e municípios têm prerrogativa para gastar com dispensa de licitações, justamente para que investimentos desse tipo ocorram. Houve até uma tentativa de decreto Municipal para transferir a responsabilidade para a Rede Privada, mostrando a dificuldade do município em testar com recursos públicos. A cidade encontra-se ainda em processo de compra dos testes, 3 meses após o início do problema.

A realidade é que a fome e o doença caminham juntas nesse momento. E não temos nenhum plano claro e efetivo do que será feito. Até ouvimos por esses dias que as equipes estão empenhadas e que “quem tá de dentro” atuando sabe dos esforços... porém, o grande problema, é que “quem tá de fora” (a população), está perecendo! São vidas, são famílias! Se o poder público não é capaz de atender as pessoas diante do momento mais caótico de suas histórias, então qual o papel de uma gestão pública?

Essa foi minha Opinião de Mulher de hoje. Nos acompanha nas Redes Sociais. Instagram: Nayara_gsousa e Facebook: Nayara Sousa.