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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

COLUNA OPINIÃO DE MULHER COM A ENFERMEIRA E PROFESSORA UNIVERSITÁRIA NAYARA SOUSA



O NOSSO SOFRIDO REGIONAL DO AGRESTE

Nessa última terça-feira (4), o Hospital Regional do Agreste completou 21 anos. O que iniciou com um projeto de ser um hotel, hoje representa o principal centro de emergência da cidade e região, tendo por especialidade destacada, o atendimento em traumatologia. O Regional foi fundado em 1994, porém o seu funcionamento somente veio a ativa em 4 de Dezembro de 1997.

Atualmente, são 190 leitos, sendo 18 de Unidade de Terapia Intensiva para adultos. Além do atendimento médico por especialidades e um corpo clínico formado por cirurgiões gerais, traumato-ortopedistas, cirurgiões bucomaxilofaciais e cirurgiões vasculares, o HRA dispõe de clínica médica, trauma em pediatria cirúrgica, oncologia clínica e cirúrgica, odontologia e neurologia. A maioria dos atendimentos são voltados para a ortopedia, diante dos altos índices de acidentes por transporte terrestre.

Em 2015, o hospital passou por uma importante investigação, quando foi descoberto um esquema que envolvia profissionais, que propositalmente negligenciavam atendimentos de pacientes com problemas ortopédicos, para posteriormente oferecer o serviço de forma paga. A operação denominada Hipócrates, foi presidida pelo Delegado Erick Lessa, na época Diretor Operacional do Interior I, hoje eleito Deputado Estadual por Pernambuco. A investigação indiciou 12 suspeitos por crimes como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, lesão corporal e de integrar uma organização criminosa.

O Hospital Regional do Agreste em seu contexto atual necessita de forma clara passar por melhorias. Melhorias essas que vão desde a sua estrutura física até recursos humanos. 

Ouvimos constantemente dos profissionais que atuam na unidade queixas das mais diversas, entre estas, da falta de agilidade para a realização de exames e insumos para o andamento adequado do serviço. Desejamos nessa data alusiva ao seu aniversário, que o poder público volte os seus olhos com mais sensibilidade e reconhecimento da valia dessa instituição para os Pernambucanos e que passe a investir legitimamente na localidade. Infelizmente, o que ainda se vê é a “territorização” de alguns políticos que se utilizam da unidade como seu “reduto eleitoral”, o que de fato, é uma vergonha.

Essa foi minha opinião de mulher de hoje. Participe conosco enviando suas dúvidas, questionamentos e sugestões para dra.nayarasousa@hotmail.com.